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Atelier II — Multimédia » textos

Archive for the ‘textos’ Category

A arte dos novos e dos velhos media (notas sobre a obsolescência)

Wednesday, April 29th, 2009

Para ajudar à discussão…

 

A arte dos novos e dos velhos media

A designação novos media está hoje generalizada em certos circuitos ligados à prática artística contemporânea. Apesar de poder significar coisas diferentes em diferentes contextos, habitualmente a expressão novos media refere-se aos media digitais. Na verdade, o digital (ou numérico como alguns preferem dizer) trouxe mudanças profundas no modo como lidamos com a informação, da sua produção à sua difusão. De certa maneira, nas sociedades mais desenvolvidas, é hoje difícil encontrar uma actividade humana que não dependa em algum momento de uma função digital de algum tipo. Com a arte as coisas não são muito diferentes, e os processos digitais vieram alterar a forma como a pensamos e fazemos, assim como as modalidades da sua recepção.

Os princípios da modularidade, da automação de procedimentos, da variabilidade da informação e da capacidade de a transcodificar  são as características mais evidentes dos media digitais, que se baseiam na codificação numérica da informação. Estes princípios, com essa codificação em 0s e 1s à cabeça, não sendo todos absolutamente novos, ao serem reunidos numa espécie de super-medium abrem novas possibilidades de acção na manipulação da informação (corporizada em textos, sons, imagens, imagens em movimento e suas combinações). No entanto, e apesar das inegáveis alterações trazidas pelo digital, devemos procurar escapar a uma dicotomia simplista entre novos e velhos media.

De forma resumida e parcial, podemos apresentar duas considerações que demonstram, só por si , o quanto esta oposição pode ser enganadora:

a) não devemos esquecer que cada que cada novo medium se constrói sobre as experiências (e os usos) daqueles que o precederam e, no fundo, lhe deram origem;

b) a obsolescência dos media é tanto mais rápida quanto mais novos são esses media.

 

A primeira ideia está bem expressa no modo como observamos um fio condutor — dos processos tecnológicos envolvidos ao modo como o espectador moderno foi sendo fabricado —, que vai, por exemplo, das máquinas ópticas modernas, passando pela Camera Obscura e outros dispositivos pré-fotográficos, à fotografia e ao cinema, até chegarmos ao vídeo (primeiro analógico e depois digital). Sendo verdade que cada um destes novos media trouxe de facto algo de novo e reconfigurou os modos de fazer e pensar as imagens (e depois imagens e sons), em todos eles encontramos um pouco dos seus antecessores. Apesar das rupturas tecnológicas e de sentido, a história dos media foi-se construindo por camadas comunicantes. Cada novo medium é em parte uma reconfiguração de um velho conhecido.

A segunda consideração funda-se na convicção de que os media começam a envelhecer no próprio momento em que nascem. Isto é, todos os media foram novos um dia, ou se calhar por um dia apenas. Hoje, com o digital isso é ainda mais evidente. Todos reconhecemos a rápida obsolescência, por exemplo, dos nossos dispositivos de armazenamento da informação. Quem ainda se lembra das disquetes de 8’’, dessas outras de 5’’1/4 que as substituíram ou mesmo das mais recentes de 3’’1/2? E das zip drives com a fantástica capacidade de 100 MB? E desses primeiros discos de 2 ou 4 MB (?!) que equipavam os PCs no início dos anos 80? Enfim, uma história dos dispositivos de armazenamento da informação digital ou dos processadores dos nossos computadores seria suficiente para nos provar a intrínseca obsolescência de todos os media, com uma crescente aceleração nas últimas décadas (uma visita arqueológica às nossas garagens, arrumos e sótãos também serviria para o mesmo efeito).

 

E a arte, como é que lida com esta ideia dominante dos novos media? Diríamos que, quando no seu melhor, de forma desconfiada e, por vezes, com um interesse distanciado.

Desconfiada porque sabe que todos os media foram um dia novos, não esquecendo que estes se fazem através seus usos e não pela sua capacidade de anunciar mais um gigabyte ou terabyte, mais uma função electrónica ou uma nova resolução de última geração. Aliás, a ilusão do novo é algo de que a arte aprendeu há muito a desconfiar.

Distanciada porque, de um modo geral, os artistas procuram afastar-se da pirotecnia tecnológica, já que a arte não se faz dos media, faz-se com eles. A imersão na crista da onda da novidade tecnológica esvazia a arte, reduzindo-a ao dispositivo e à sua demonstração.

Contudo, deve sublinhar-se que esta desconfiança e este interesse a que chamámos distanciado não representam um verdadeiro desinteresse ou uma real falta de atenção da arte às mutações no campo tecnológico. Antes pelo contrário. Nunca a arte esteve tão atenta a essas alterações. Se se mostra desconfiada e parece pouco interessada é apenas porque procura manter uma distância crítica.

Esta relação entre o velho e o novo, entre uma arte que oscila entre a atenção desconfiada à novidade e a experimentação do obsoleto, resulta numa feliz combinação em que os media são verdadeiramente postos em causa, tantas vezes para lá da função operativa que as indústrias culturais lhes confiaram.  Podemos mesmo dizer que, para a arte, em certas circunstâncias, um medium só se mostra operativo depois de se tornar obsoleto, como se vê nas recentes recuperações da película de 8 e 16 mm por muitos artistas, ou pela insistência na utilização de alguns processos fotográficos que a indústria descontinuou. Com efeito, tecnologicamente falando, o território da prática artística é muitas vezes um caixote de lixo da indústria, e isso pode ser produtivo.

ml

 


ALAN LICHT AT SERRALVES: Lecture

Friday, April 24th, 2009

An information for all those who are not attending the Sound and Image classes:

 

 Auditório

Sunday, 26 th April
18h30h - Biblioteca de Serralves

Lecture
“How To Make Music From Your Daily Life: Sounds of Interior and Exterior Experience in the Work of Blue Gene Tyranny, Luc Ferrari and Viv Corringham” 
Alan Licht

(The lecture will be held in english and the entrance is free)

 

9780847829699

Alan Licht is the authoir of Sound Art: Beyond Music, Between Categories, New York, Rizzoli, 2007 [<http://www.rizzoliusa.com/catalog/display.pperl?isbn=9780847829699>]

(as an introduction to the subject, the first chapter of the book — “What is Sound Art?”— can be downloaded here)

 

Media Archeology — Huhtamo in its original english version

Friday, March 20th, 2009

Original english version: <http://www.ntticc.or.jp/pub/ic_mag/ic014/huhtamo/huhtamo_e.html>

InterCommunication No.14 1995
“Resurrecting the Technological Past: An Introduction to the Archeology of Media Art”
Erkki Huhtamo

Arqueologia dos media — Huhtamo em português

Thursday, March 19th, 2009

rcl_28

HUHTAMO, Erkki (1995), “Ressuscitando o passado tecnológico: Uma introdução à arqueologia da ‘media art’”, Revista de Comunicação e Linguagens, 28, Outubro de 2000, pp. 311-318.

Original english version: versão em inglês <http://www.ntticc.or.jp/pub/ic_mag/ic014/huhtamo/huhtamo_e.html>

InterCommunication No.14 1995
Resurrecting the Technological Past: An Introduction to the Archeology of Media Art
Erkki Huhtamo

Agamben — Inoperatividade

Wednesday, March 11th, 2009

Podem agora descarregar o texto da conferência de Agamben em Serralves (28.06.2007). O pdf inclui também outros textos.

You can now download the paper presented by G. Agamben at Serralves (28.06.2007), both in portuguese and english. The pdf includes also other texts.

http://www.virose.pt/ml/alunos/docs/CC-CIS-2007-POLITICA-web.pdf

Recordo que o texto de Agamben se centra sobretudo em questões ligadas à política e que será depois necessário fazer a ponte para o campo da arte e para a nossa própria discussão.

The Aesthetics of Failure

Tuesday, March 10th, 2009

Um novo texto para download, dando continuidade à conversa desta manhã/A new text for download, following this morning conversation:

CASCONE, Kim (2000), “The Aesthetics of Failure: «Post-Digital» Tendencies in Contemporary Computer Music”, Computer Music Journal, 24: 4, Winter 2000, pp. 12-18.
http://www.virose.pt/ml/alunos/docs/CMJ24_4Cascone.pdf

Lev Manovich - The Language of New Media (versão E-Book em PDF)

Friday, March 6th, 2009

The Language of New Media

Está disponível em PDF o livro integral do autor Lev Manovich, The Language of New Media. Esta é uma versão que não está paginada conforme o livro original impresso pois se encontra em formato de impressão proporcional a A4.
 

É possível fazer a sua descarga no seguinte link:
The Language of New Media.PDF

 

AGAMBEN - “Elogio de la profanación”

Monday, March 2nd, 2009

Por gentileza da Raquel Falcão, temos agora o pdf com a versão em castelhano do capítulo “Elogio de la profanación” (AGAMBEN, Giorgio (2005), Profanaciones [Profanazioni], trad. de Edgardo Dobry, Barcelona, 2005, pp. 95-121).

http://www.virose.pt/ml/alunos/docs/Agamben_elogio_de_la_profanacion.pdf

The Temporary Autonomous Zone

Friday, February 27th, 2009

 
T. A. Z.
The Temporary Autonomous Zone, Ontological Anarchy, Poetic Terrorism
By Hakim Bey

 

http://www.hermetic.com/bey/taz_cont.html

Primeiras leituras

Thursday, February 26th, 2009

HUHTAMO, Erkki (1994), “From Kaleidoscomaniac to Cybernerd. Towards an Archeology of the Media”, Leonardo, 30: 3, 1997, pp. 221-224.
http://www.virose.pt/ml/alunos/docs/huhtamo_leonardo.pdf

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